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Cena virtual: os namorados conversam numa sala de bate-papo.

Ele diz: – Oi, minha linda. Un bacio pra você.

Ela, indignada: – Que papo é esse de “bacio”? Até parece que tu não sabes que aqui em casa tem três banheiros.

Ele, amoroso: – A kiss, un basieu, um bacio. É o beijo em outras línguas. Inglês, francês e italiano. Estou aprendendo vários idiomas aqui na República. Tem gente de tudo que é país com bolsa de estudos aqui.

Ela, mais calma: – Ah, sei.

Ele, explicativo: Vejamos então uma questão do vernáculo. Proveniente do latim (basiu), o “ato de tocar com os lábios em alguém ou alguma coisa, fazendo leve sucção” também marca presença no dicionário.

Ela, semi-interessada: Bom saber disso. Vou conferir mais tarde no Aurélio aqui de casa.

Ele, científico: – Sabia que num beijo a gente troca 9 mg de água; 0,7 de abulmina; 0,18 g de substâncias orgânicas; 0,711 mg de matérias gordas e 0,45 mg de sais minerais?

Ela, quase simpática: – Não é um assunto que leio muito.

Ele, empolgado: Visitei o site do Ministério da Saúde e lá diz que para beijar são vinte e nove músculos em movimentoEla, com sono por causa do fuso-horário: – Está bem, mas por que você fica me contando isso tudo?

Ele, romântico: O beijo pode ser visto ainda como um pacto, no qual duas pessoas selam seus lábios para todo aquele instante. Pois o beijo, assim como o amor, é eterno enquanto dura. Tudo isso que escrevi é só para te explicar que eu queria te dar milhões e milhões de beijos agora…

Ela, conclusiva: – Pena que eu estou em Florianópolis e você em Nova Iorque há mais de dois anos.

Ele, conclusivo também: – É, pena mesmo.

Eles ficam um momento sem escrever nada, mas logo o assunto é retomado.

Ele, consultando outras fontes: – Sabia que o beijo é um símbolo universal…

> Crônica publicada no Jornal Notícias do Dia em 25/09/2008.

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