Tags

, ,


O que configura uma ideia de tecnologia sustentável não é apenas uma visão moderna da natureza em relação ao progresso científico. Não mesmo. Muito mais importante para as futuras gerações, que serão cada vez mais preocupadas com essa esfera azul chamada Terra, é a sistematização do mundo através do senso crítico. E o que viria a ser isso? Nada mais, nada menos que o bom senso. Mas aí entramos na individualidade conceitual, pois o que é o bom senso para mim, pode não ser tão bom assim para você.

Mesmo o dito fundador da filosofia moderna, o francês René Descartes, já se preocupara em encontrar um consenso para o bom senso. Descartes dizia que “o bom senso é coisa mais bem repartida deste mundo, porque cada um de nós pensa ser dele tão bem provido, que mesmo aqueles que são mais difíceis de se contentar com qualquer outra coisa não costumam desejar mais do que o que tem”. Eis a razão como algum sinal de objetividade nesta realidade humana tão misteriosa quanto o humor das mulheres.

De volta à sistematização do planeta por vias críticas, temos a afirmação da máxima contemporânea que nos avisa para pensarmos globalmente e agirmos localmente. E a nossa Ilha de Santa Catarina é nosso mundo imediato, nosso apêndice urbano de belezas muitas e problemas ainda maiores. O compromisso nosso de cada dia é com o jardim da casa ou do apartamento, do cuidado com os cenários que percorremos, da cultura a ser preservada sem bairrismo e com aquele prazer maior que é o de agregar as boas idéias ao nosso cotidiano.

A natureza e a tecnologia não são constantes e, quase sempre, sabem como driblar as dificuldades. Basta aprender um pouco com cada uma delas.

> Crônica publicada no Jornal Notícias do Dia em 02/10/2008.

Anúncios