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Marvels (maravilhosos ou extraordinários, em português) é nada menos que uma mini-série que conta o início de um universo de super-heróis. No caso, os heróis em questão são aqueles da editora Marvel Comics, dona dos direitos de personagens como X-Men, Homem-Aranha, Quarteto Fantástico e tantos outros que são parte do imaginário popular a partir do século XX.

A mini-série foi lançada no Brasil há mais de dez anos, numa década revolucionária em termos visuais para as histórias em quadrinhos. O desenho foi redefinido de modo a acompanhar as evoluções tecnológicas e o grande ícone dessa era foi o surgimento da editora Image Comics, repleta de novos desenhistas e que estouraria na indústria de gibis com uma criação infernal que atendia pelo nome de Spawn. Porém, remando na direção oposta desse mar contemporâneo, o desenhista Alex Ross uniu seu traço pictórico com o roteiro de Kurt Busiek brindando os leitores com uma das histórias mais bem sacadas desde O Cavaleiro das Trevas, outra mini-série que marcou época alguns anos antes e que redefiniu o conceito sobre Batman.

Os desenhos de Alex Ross não são apenas belas pinturas, mas cenas com uma dramaticidade infinitamente maior do que aquelas presentes nos quadrinhos de sempre. Centrados nos grandes super-heróis da Marvel, Ross e Busiek recontam suas origens tal qual o princípio de uma saga cujo final ainda está sendo escrito. Passagens clássicas do Universo Marvel são elaboradas de forma genial, como é o caso da dramática morte de Gwen Stacy, a primeira namorada de Peter Parker/Homem-Aranha, pelas mãos do vilão Duende Verde.

Alguns anos após Marvels, Alex Ross faria o inverso com as personagens de outra gigante dos quadrinhos estadunidenses: Detective Comics, ou a popular D.C., editora do Super-Homem, Batman e cia. Em O Reino do Amanhã, então ao lado do roteirista Mark Waid, o desenhista imaginou como o mundo estaria após a aposentadoria dos grandes super-heróis e o (des)controle do planeta nas mãos dos novos “defensores da sociedade”. Caberia então ao fazendeiro Clark Kent/Super-Homem convocar os heróis de outrora para colocar o mundo novamente nos eixos.

Compreendendo as histórias em quadrinhos com arte, temos exemplos dos dramas de vida e de morte no traço de Alex Ross.

> Crônica publicada no Jornal Notícias do Dia em 24/06/2010.

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