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Datas comemorativas parecem que sempre estiveram por aí, ainda que uma olhadela rápida na história comprove o contrário. E, talvez por esses motivos, uma data funciona tão bem quando somos pequenos mas perde seu poder de fascinação com o avançar das primaveras. Não é culpa das estações, mas sobre elas. O tempo do natal é uma experiência reduzida, concentrada num recorte pequeno da história da humanidade e numa parte ainda mais ínfima da história do mundo – e nem vamos falar do universo para ninguém passar vergonha. Antes do natal, o que havia? Quais aspirações faziam as vezes daquelas provocadas pelo nazareno nativo de Belém? A solidariedade, o perdão e o apreço pelo outro também tinham vez neste passado longínquo? Penso que sim, porque mesmo a história não contada foi feita por pessoas. E pessoas sempre foram inspirações livres do que temos de melhor – e de pior, claro, mas a análise crua e/ou cruel não tem espaço nesta crônica. Mesmo que os seguidores de Jesus tenham utilizado uma celebração anterior para marcar o nascimento de seu rebento mais famoso, havia por certo um sentimento guiado por uma luz maior, qual fosse um solstício de inverno/verão ou apenas um sentimento de fé, independente de religião. As datas comemorativas são apenas lembretes do que já fomos e do que poderemos ser.