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Fazer planos quase lembra seguir regras. Pelo menos, quando do contexto. Planos, porém, têm uma data de validade mais curta, mesmo os feitos a longo prazo. A dificuldade maior de um plano não é outra coisa que a própria vida; esse estranho percurso no qual se desenrola a existência. Alguns de meus amigos diziam que jamais teriam filhos do próprio sangue e que adotariam se a paternidade viesse bater à porta feito vontade indômita. Qual o quê! Acabaram sendo pais antes dos quarenta anos pela boa e velha reprodução natural. A vida interveio e os planos mudaram. E são grandes pais, por sinal. Entre um plano e outro, há alguma metodologia que nos escapa porque diz respeito ao entusiasmo de determinados momentos. Por isso, fica tão difícil poupar. Por isso, as viagens são adiadas. Por isso, o espermatozoide fecunda o óvulo. Regras tendem a perdurar até que sejam ultrapassadas. Planos se sustentam enquanto não há atrito e o movimento prossegue concomitante ao sorriso no rosto. Às vezes, tudo muda. Às vezes, não. Um mistério simples que o mais sábio dos sábios ainda não conseguiu desvendar.

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