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Crescer é perder o fantástico dentro de si? Não há esta pergunta, literal ou literariamente, no livro O Oceano no Fim do Caminho, de Neil Gaiman, mas ela está oculta qual uma entidade tão velha quanto o tempo. A volta à casa de infância, quarenta anos após ter vivido um tempo saudoso e difícil, faz eclodir as lembranças – outra vez, e de novo. O britânico Neil Gaiman atualiza o gênero fantasia com o toque sutil e talentoso que o consagrara já em suas obras iniciais, como na série em quadrinhos Os Livros da Magia (1990-91). O Oceano no Fim do Caminho é, ainda, uma história curta que se estendeu por conta própria, como salienta o autor, e traz a engenhosidade característica de suas obras da primeira década do século XX, como a coleção de contos e poesias intitulada Coisas Frágeis (publicada em dois volumes no Brasil pela Conrad Editora). Se a Inglaterra tem a tradição de autores fantásticos – gente do naipe de Lewis Carroll, H. G. Wells, J. R. R. Tolkien e Terry Pratchett (sem contar, evidentemente, J. K. Rowling que é mais nova que o criador de Sandman) –, Gaiman sabe muito bem disso e homenageia passado, presente e futuro nas três gerações da família Hempstock.

oceano

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