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Na construção do preconceito há sempre uma raiz de covardia. É preciso colocar no outro a própria insignificância para se sentir vitorioso, fortalecido em meio ao caos que é a vida. Raramente, quem se concentra no caos vê a poesia que se esconde entre as diferenças. Há tantas oportunidades no desconhecido que talvez seja assustador saber-se fora do controle. Desde sua origem, os X-Men lidam com a ideia de alteridade. Uma existência depende da outra e nela encontra sentido. Na graphic novel X-Men: Deus Ama, o Homem Mata, o roteirista Chris Claremont não transige com os intolerantes e parte logo para o confronto. O pensamento obscurantista e alarmante não se dá por meio de vilões superpoderosos, mas do cidadão comum que se unge de um ódio ancestral para ditar o que pode ser correto. Religiosidade cega, poderio militar e perseguição política culminam em extremos que se devoram um ao outro, não sem antes fazer vítimas inocentes. Sim, há sempre uma ou mais soluções. Mas o amor também tem seu contrário.

> X-Men: Deus Ama, o Homem Mata. Roteiro de Chris Claremont. Arte de Brent Anderson. Cores de Steve Oliff. Panini Books, 2014.

xmendeushomem

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